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Handmade que refresca!

Jovens empreendedores Gustavo Halfeld e Thaís Madureira investem criatividade e manufatura na marca de moda Quero Melancia
Jovens empreendedores Gustavo Halfeld e Thaís Madureira investem criatividade e manufatura na marca de moda Quero Melancia

Em um mundo onde o consumo rápido e desenfreado do fast-fashion reina, algumas marcas se destacam justamente pelo contrário: apostar em coleções pequenas, exclusivas e artesanais.

Seguindo essa onda, a Quero Melancia, marca de Thaís Madureira e Gustavo Halfeld chega ao mercado de Brasília com identidade ‘handmade’ para homens e mulheres.

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Após quase um ano de estruturação -- pesquisa, planejamento e produção --, surgiu a marca de moda jovem com nome curioso, originado de uma sacada inusitada de Madureira ao criar seu nome de usuário no Twitter, @queromelancia.

Com processo de criação é 100% feito à mão, desde a modelagem às estampas -- que usam técnicas de carimbo e pintura no tecido --, a Quero Melancia explora o universo da moda de Brasília como um suspiro refrescante para quem procura novidades na hora de ser vestir.

O lançamento oficial da marca acontece no dia 30 de agosto, no Objeto Encontrado. O preço das peças vai dos R$ 35 aos R$ 120.

 

A BLOGAZINE entrevistou com exclusividade a neo designer, que conta um pouco de suas inspirações e novidades da Quero Melancia:

Thaís Madureira, designer da Quero Melancia
Thaís Madureira, designer da Quero Melancia

Como surgiu a ideia de criar a marca? Sei que você já costura há algum tempo e sempre amou, mas quando/como foi o "boom" da ideia de criar a Quero Melancia?

Às vezes é difícil achar roupas que passem a ideia ou imagem que gostaríamos de transmitir. A forma de se vestir diz muito sobre a personalidade, é algo muito pessoal. Por isso eu comecei a costurar e fazer minhas próprias roupas, pela liberdade de poder criar uma peça da forma como vem na minha cabeça.

Em algum momento em 2013, eu postei no Instagram ou Facebook uma foto de um vestido que fiz, e o post teve uma repercussão super legal que eu não esperava.

O Gustavo, que já usava algumas roupas feitas por mim, sempre me incentivava a criar uma marca, e então começamos a discutir essa ideia. A Quero Melancia surgiu desse interesse de criar roupas e estampas legais que gostamos de usar, e claro, que gostaríamos de ver outras pessoas usando também, tudo feito 100% à mão.

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Quais são seus planos para o futuro? A loja online vai abrir quando?

Nós fizemos um pré lançamento virtual para começar a divulgar o nome e os conceitos envolvidos na marca, e faremos o lançamento dia 30 de agosto na Quero Melancia de Estreia, uma festa de dia com discotecagem no vinil, pocket show, live painting e barraquinhas, onde as peças serão expostas e vendidas.

Escolhemos fazer o evento no Objeto Encontrado, um Café e Galeria de Arte na 102 Norte. Após esse lançamento, as peças serão vendidas via internet, por meio das mídias sociais.

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Quais são as suas principais inspirações?

Tudo é inspiração para nós, das ruas aos Tumblr’s; as músicas e filmes que nos remetem coisas boas; as paisagens naturais e urbanas; a simetria (ou não) das coisas. Gostamos muito do movimento Swinging London -- incluindo a música, as roupas, os cabelos e a atmosfera da época.

Buscamos referencia no Art Déco dos anos 20 para as modelagens e estampas. Curtimos muito o minimalismo, as linhas retas e as formas geométricas desse movimento, que soa moderno até hoje. Mas tudo isso com um quê bucólico.

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E o seu principal ícone de estilo? Conta pra gente!

Me inspiro na Mary Quant pela ousadia e vanguardismo. É muito louco pensar que ela criou as minissaias na década de 60. O comprimento era super chocante para a época e o estilo é atual até hoje. Além disso, suas criações se tornaram populares e influenciaram modelos do porte de Jean Shrimpton e Twiggy.

 

//EDITORIAL DE LANÇAMENTO DA 'QUERO MELANCIA'

Fotografia e Edição: Matheus Pena
Produção: Ingrid Schiessl, Viviane Yanagui e Marcelo Moura
Diretor Criativo: Lucas Malta
Modelos: Thaís Madureira e Gustavo Halfeld

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QUERO MELANCIA

www.facebook.com/queromelancia
Instagram @queromelancia
Twitter @queromelancia

 


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UNDER SCARLETT

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[ AVISO: ESTE TEXTO CONTÉM SPOILERS ]

Não é difícil imaginar Scarlett Johansson no papel de uma mulher sedutora, sedenta por homens. Provavelmente ela é uma das atrizes mais memoráveis e belas da atualidade, com uma versatilidade que consegue transitar entre o cult e o popular.

Acrescente “extraterrestre faminta” a essa descrição e você terá o ponto inicial do longa "Under The Skin" (Sob a Pele), do diretor escocês Jonathan Glazer.

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No filme, a atriz vive uma alienígena em corpo e pele humana, que leva homens para uma armadilha mortal de outro planeta, literalmente. O grande mistério da trama poderia ficar por aí, o que já rende pano para muita história, mas o enredo é muito mais complexo, sutil e delicado.

Começo dizendo que o filme não tem uma mensagem única, ou nítida. Ele cria dúvidas e dá nós na cabeça. Muitas vezes o espectador pode se ver perdido, mas creio que essa foi a intenção do diretor: causar um desconforto que se projeta em reflexão -- que não é fácil de alcançar.

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O filme é baseado no romance homônimo de Michael Faber, mas como todo livro que vira filme, tem suas particularidades e enredo únicos. Penso que o diretor se questionou sobre como transformar uma ficção científica (com toque de história de terror) em uma obra sutil, confusa e bela, que se reveza em causar frio na espinha e empatia.

Para começar, a fotografia belíssima chama a atenção, aliada a trilha sonora transcendental de Mica Levi. As leves composições complementam, com toque poético, as transformações da personagem ao longo da produção.

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O cenário é Glasgow, na Escócia, onde Laura (Scarlett Johansson) passeia a bordo de uma van à procura de suas vítimas. Com um pouco de conversa e charme, os homens facilmente entram em seu carro e com a esperança de sexo, vão até a casa e local de abdução da alienígena. É interessante observar a forma tão original como o diretor retrata esse enredo de tentação e descoberta.

Além da saga em busca das presas, lentamente o longa-metragem retrata a adaptação da personagem ao corpo e aos hábitos terráqueos e femininos. Quando se vê inserida nessa realidade, ela se reconhece como humana e começa a experimentar e aventurar-se com curiosidade no novo habitat.

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Laura começa a expressar sentimentos e ações mortais que vão da sexualidade a misericórdia, até que ela se vê tão perdida nesse mundo quanto as pessoas que vivem nele.

Quando Laura se despe de sua carcaça de mulher e mostra sua verdadeira natureza, tão delicada e frágil quanto o corpo humano que habita, a ideia do filme é revelada.

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É aí que a essência humana, o processo de transformação de sua percepção sobre o nosso mundo e a fragilidade em ambas as identidades e corpos formam a "mensagem" de "Sob a Pele", que pode ser considerado um novo artsy-horror do cinema contemporâneo.


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BEAUTY BALM

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Quando se trata de maquiagem, a postura do ‘menos é mais’ é a melhor escolha para o dia a dia. O "make nada" virou mania nas passarelas mundo afora e tendência certa para quem prefere investir em uma pele perfeita com visual natural.

Para alcançar a pele dos sonhos, o BB Cream (beauty balm) se tornou um item indispensável nas necessaires femininas, com a promessa de diminuir os poros e disfarçar imperfeições.

Hoje vou falar de um produtinho milagroso que testei, aprovei e uso: o BB Cream da L'Oreal - Creme Milagroso 5 em 1.

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Ele virou sucesso de aprovação no universo feminino, classificado como um achado de farmácia com ótimo custo-benefício. O preço médio é de R$29,90.

Ele é formulado especialmente para a pele brasileira e garante hidratação da cútis, suavização de imperfeições, uniformidade, iluminação, ação antibrilho e proteção contra raios UV com FPS20.

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É indicado para ser aplicado com as mãos -- prático e rápido. A textura é mais líquida e a cobertura é média (até alta para um BB Cream!), como de uma base mais relax. Ao longo da aplicação ele vai se "adaptando" na pele, o que resulta em um efeito leve, natural e iluminado.

Ele pode ser usado antes da base e do corretivo. Particularmente, o acho ideal para o cotidiano, sozinho mesmo. Finalizo a pele apenas com um pó, se necessário.

É o tipo de produto perfeito para quem (assim como eu) não gosta do efeito "massa corrida" da base e procura por praticidade.

A único "imperfeição" é que ele só tem duas cores: clara e média. Mas pelo sucesso que ele anda fazendo, aposto que em breve a marca deve crescer a linha com mais tonalidades!

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HAIM

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Não é novidade que o trio de irmãs da banda Haim são as queridinhas do momento.

O BLOGAZINEhavia antecipado o sucesso das garotas, que agora estouraram de vez e são a minha (e provavelmente de muita gente por aí) nova obsessão.

No ano passado, quando descobri o som da banda, fiquei encantada pelo vocal forte e poderoso de Danielle e pela criatividade de Este e Alana nos instrumentos. Uma coisa meio "Hanson" versão feminina, mais elaborada e talentosa, é claro.

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O toque dos anos 90, a guitarra forte, a percussão e as batidas eletro fazem da Haim uma mistura deliciosa e intrigante, com letras que nos levam a pensar que o mundo não é tão diferente de nossos dramas particulares.

Além dos hits "Forever", "Falling" e "Don't Save Me", a música que dá título ao álbum (Days Are Gone) também chama atenção, com Este nos vocais e sonoridade eletrônica. Outro destaque é "My Song 5", com ares experimentais e uma proposta diferente do restante do CD. É deliciosa.

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É interessante observar a versatilidade das meninas em músicas que passeiam por diferentes estilos. Mesmo assim a identidade forte da ‘girl band’ é promissora e deve continuar a trazer muitos bons frutos.


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Analisamos o fascínio da moda pelo fetiche sexual

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Kate Moss para o editorial ‘Snow White’ fotografado por Nick Knight para
i-D Magazine de Pre-Fall 2010

Cinquenta Tons de Cinza”, best seller do momento, virou sucesso e traz a tona um assunto polêmico e intimista: o fetiche. Mulheres de diferentes idades, estilos e gostos se renderam a história (meio clichê) do homem rico que seduz a jovem inocente. Mas além da leitura morna e do romance com ares machistas, o sexo e o sadomasoquismo também são temas abordados na história, onde a sexualidade e a busca pelo prazer viram protagonistas.

A popularidade do livro, e consequentemente do tema, trazem de volta o espírito fetichista que vive escondido (ou não) dentro de nós. Na moda, o fetiche é caracterizado pelo jogo de ‘mostra e esconde’ e algumas características marcantes como o uso do couro, látex, peças justíssimas e claro, os acessórios do mundo ‘sado-masô’. Todos 'regados com uma pitada' de fantasia sexual.

Marquês de Sade, mestre da libertinagem e principal precursor do uso da dor como forma de prazer no século XVIII, viveu vários escândalos pervertidos que tornaram-se clássicos da literatura erótica. Trazendo essa temática para atualidade, até a década de 1960 esse tipo de vestimenta e estilo de vida era escondido em razão dos costumes tradicionais da época. Esse tabu foi usado como referência nas artes e na própria moda de então.

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Os livros de Sade foram considerados uma afronta à moral e aos bons costumes pelos tribunais franceses em 1950

Com a libertação sexual que aconteceu entre os anos 60 e 70, a ousadia da sexualidade começou a ser explorada na mídia e tornou-se enfoque de muitos trabalhos artísticos. O fetichismo, por sua vez, também entrou nessa leva de referências. Nomes como o fotógrafo alemão Helmut Newton foram responsáveis por glamourizar o fetiche e trazer para a moda os ares fantasiosos do S&M.

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Fotografia do legendário fotógrafo Helmut Newton durante os anos 1970 / Jane Kirby por Helmut Newton. Paris, 1977

A dama da moda britânica Vivienne Westwood e o francês Jean Paul Gaultier criavam looks que exaltavam o poder sensual do fetiche e, indo mais além, mostraram para as mulheres que botas, saias, corpetes e cintas-liga provocantes não tinham apenas o poder de excitarem seus parceiros, mas de trazer libertação e autoestima.

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Quem assinava as roupas do grupo de punk rock Sex Pistols (que surgiu no fimzinho dos anos 70) era ninguém menos que Vivienne Westwood, que usou — e usa até hoje — a moda como ferramenta para protestos e difundir de ideias

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Imagem de Helen Mirren com figurino de Jean Paul Gaultier em ‘O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante’ de (1989) / Bustier dos anos 80 criado por Issey Miyake

Nos anos 90, Madonna levou o sexo novamente ao spotlight com o álbum ‘Erotica’ e com sua postura dominadora -- uma espécie de alter ego que transformou a diva do pop em uma autêntica dominatrix. Naquele momento, marcas como Calvin Klein já apostavam no nu e na beleza da sensualidade como fontes de referência e encantamento do público.

O fetiche foi revisitado em vários momentos na moda depois que foi difundido. Mais recentemente, em 2010, a Vogue Paris lançou sua edição de comemoração de 90 anos com a modelo Lara Stone nua e mascarada, com várias páginas dedicadas a perversão sexual em uma versão fashionista.

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Logo depois, em 2011, a Louis Vuitton trouxe para o catwalk da Paris Fashion Week uma coleção nitidamente inspirada no tema, com direito a quepes, transparência e até algemas. Um visual intimista com quê de sexualidade à flor da pele. Uma tradução de mulher poderosa que meia volta retorna ao mundo da moda, para deixar nossas vidas e looks menos monótonos e mais sensuais.

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Kate Moss fez a entrada final da apresentação de F/W 2012 da Louis Vuitton

Até nos desfiles de Spring 2013, onde o frescor da primavera é destaque, houve espaço para a sexualidade fetichista. Hervé Léger e Jason Wu, integrantes da New York Fashion Week, mostraram amarrações, bustiês, luvas e o couro preto -- carro chefe da estética do fetiche. Já aqui no Brasil, na edição de Inverno 2013 do São Paulo Fashion Week, Lino Villaventura e Ellus foram os responsáveis por apostar no tema. Uma ode à libertação sexual e pessoal, onde o objetivo é instigar o prazer.

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Jason Wu, Spring 2013

Imagens©Reprodução

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BLOGAZINE MIXTAPE #2

Minha primeira playlist pro BLOGAZINE. Assumo que ela nasceu de uma conversa descontraída e sem pretensões. E por isso mesmo, não segue um tema específico. A ideia era mostrar o que eu estou ouvindo ultimamente, em uma variação de sons que define bem o ‘liquidificador’ de estilos e ritmos que passam por meus ouvidos.

Os sons começam mais empolgantes e depois ganham suavidade. Marina and The Diamonds, Caetano Veloso, Kanye West... Tem de tudo um pouco. Espero que curtam a seleção :)

[Gabriella Kolling em seu último dia em Brasília. A moça está atualmente
em SP, especializando-se em Jornalismo de Moda!]

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