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Saiba como pegar uma ótima praia em Barcelona

Viva a democracia praiana! Thaíza Dias reúne dicas 'insider' para curtir uma praia em Barcelona como um local

Praia Barcelona - 01

O verão em Barcelona já começou, está “a tope”, os turistas já invadiram as ruas e a verdade é que essa estação ganhou algumas estrelinhas no meu conceito aqui. Minha relação com a praia sempre se baseou no amor por apenas um dos seus elementos: o mar. Confesso que a ideia da praia, à medida que eu crescia, passou a ser mais e mais atraente, mas foi aqui na Espanha que aprendi a realmente apreciar o melhor dessa faixa de areia.

Praia Barcelona - 03

Barcelona tem praias lindas, e durante o verão essa beleza tem muito a ver com a diversidade que se vê ali. É claro que passam corpos impecáveis por essas praias, é claro que homens e mulheres que cuidam do corpo o ano inteiro e parecem deuses gregos estão presentes, mas em momento nenhum sinto em Barcelona uma ditadura pelo corpo perfeito. Aqui observo mulheres de todas as idades fazendo topless, exibindo corpos de todos os jeitos e estilos, e me sinto abraçada pelo conceito da não-perfeição. Depois do episódio “Betty Farias”, digo apenas que é triste não entender que o corpo deve ser celebrado em todas as idades.

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Antes de vir para Barcelona, te apresento algumas palavras e conceitos que podem ser úteis para entender a cultura de praia daqui.

Xiringuito (ou chiringuito): como no Brasil temos as barracas de praia, que servem almoço, comidinhas e dão mais conforto aos praieiros, em Barcelona e nas praias da Catalunha/Espanha temos os xiringuitos (melhor palavra, não?). São bares/restaurantes que ficam na beira da praia, ou na orla, com serviços normais de garçons e atendimento de mesas, e alguns ainda oferecerem camas de praia para aumentar o relax na areia. Escolher um bom xiringuito e pedir uma paella para almoçar enquanto aprecia a vista é altamente aconselhável. Existem xiringuitos para todos os públicos e bolsos, e a partir daquele que você eleger, é possível ter uma ideia sobre as suas companhias na areia.

Sombreros: se no Brasil é comum que as próprias barracas já ofereçam sombreiros e cadeiras de praia para os clientes, aqui você leva o seu próprio equipamento para onde for. Alguns xiringuitos oferecem, sim, camas mais confortáveis, mas o conceito é diferente, com mais luxo, uma vibe “ostentação na praia”. Mesmo nos locais mais frequentados, se você deseja ficar na areia, e não um pouco mais afastado, ou entra no esquema europeu de “cara no sol sem medo”, ou leva os seus aparatos.

Objetos sem donos por perto: ainda estou me acostumando ao conceito “deixe suas coisas na praia sem medo de voltar e não encontrá-las”. Particularmente não acho um hábito dos mais seguros, mas a verdade é que vejo muitas pessoas irem ao mar dar um mergulho e deixarem tudo ali, na areia, sem preocupações. As praias são seguras, é certo, e normalmente se pede à pessoa mais próxima que dê uma olhadinha. Acho a ideia solidária, e se alguém te pedir isso, é bem normal.

Topless: não vou falar muito sobre o assunto, pela obviedade. Seios à mostra, de todos os tipos, de todas as idades. Acredito que lidar com o corpo do outro (e com o nosso) com essa naturalidade é saudável e deveria ser mais praticado no Brasil. Aqui muitas mulheres são adeptas, o que não impede que outra boa parte também vá com o biquíni completo.

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Para você que está em Barcelona ou virá passear algum verão, indico, pelo menos um dia, experimentar a praia de Barceloneta. Estará cheia? Sim. Muito cheia? Provavelmente, mas nada impossível. Chegue cedo, procure um lugar para a sua toalha, e desfrute do mar e da orla, mas aviso: turistas irritantes estarão ali, mas não se abale. Para deixar a coisa mais interessante, no final do dia, aconselho uma passada na Surf House Barcelona. Com uma decoração com inspiração surf, sol e mar, o lugar é um reduto dos apaixonados por praia (leia-se: moderninhos, surfistas, turistas, e gente que procura diversão relaxante com um cenário praiano ao fundo). O cardápio tem comida natural e leve, e até uma releitura de mojito com o nome carinhoso de “Fernando de Noronha”.

Praia Barceloneta, a mais turística e movimentada de Barcelona
Praia Barceloneta, a mais turística e movimentada de Barcelona
Barceloneta
Barceloneta
Surf House Barcelona
Surf House Barcelona
Mojito Fernando de Noronha da deliciosa Surf House Barcelona
Mojito Fernando de Noronha da deliciosa Surf House Barcelona

Agora… Se você tem mais tempo na cidade e quer a opção de um espaço mais tranquilo, o pueblo de Vila Nova i la Geltrú te dá essa combinação. Afastado de Barcelona, o lugar parece ter sido criado para que se vivesse o prazer da praia ali. O mar é calminho, e em umas das pontas da Playa del Toro as piscinas naturais são um atrativo a mais, para famílias, casais e amigos que buscam “a good time”.

Vila Nova i la Geltrú
Vila Nova i la Geltrú

Restaurantes, hotéis, xiringuitos, sorveterias e casas noturnas estão em toda extensão da orla, e uma leve atmosfera dos anos 70 é o que me atrai ali.

Praia Barcelona - 06

Vá e fique à vontade, a praia é nossa!

E se você gosta de paraísos de verão, espere até conhecer a Costa Brava da Catalunha. Em breve, aqui na coluna.


- macba uai 258x150 - MACBA: o melhor da arte contemporânea em Barcelona

MACBA: o melhor da arte contemporânea em Barcelona

Ao MACBA, com carinho

Acredito que, ao nos mudarmos, procuramos alguns lugares para nos servirem de porto seguro. Podem ser antigas referências da cidade de onde viemos ou outras novíssimas, justamente para cortar esse cordão umbilical com o ninho. No meu caso, procurei novas referências para revisitar antigos hábitos, e por antigos hábitos quero dizer: cafés (a bebida e os ambientes) e algo que me colocasse a par dos artistas locais.

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Em 2013 eu passeava sem preocupações por Barcelona, com nomes de ruas anotados e com alguma confiança no meu senso de direção. Depois de algumas voltas, cheguei ao MACBA —Museu de Arte Contemporânea de Barcelona —, parada ali na frente, me dei um tempo para admirar. A construção moderna de concreto, retas e curvas, em branco e vidro, é uma paisagem muito familiar para quem vem de Brasília. Me arrisco a dizer que poderia facilmente ser obra de Oscar Niemeyer (o desenho é, na verdade, assinado pelo arquiteto americano Richard Meier).

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O museu é um oásis modernista em um bairro tão antigo quanto vivo, o Raval, na Ciutat Vella. São ruelas que se dividem em apartamentos residenciais, bares e mais bares, cafés e mais cafés hipsters, lojas de roupas de estilistas daqui (ainda falaremos sobre elas), restaurantes indianos (voltaremos a falar sobre eles também, porque o curry merece, com louvor), frutarias e uma infinidade de comércios. Por ser um bairro com muitos imigrantes, entre indianos, chineses, africanos e latinos, a diversidade cultural se encarregou da construção de uma identidade rica e atrativa.

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É nesse contexto que aparece o MACBA, no meio de um pátio quase vazio na Plaça dels Àngels, mas que tem uma dinâmica tão intensa quanto o rodízio de exposições que se pode visitar dentro dele.

Se me perguntam, digo que o MACBA é um dos endereços que não podem faltar em uma visita à Barcelona. Os skatistas treinando na frente são um clássico, faça sol ou chuva, eles estão ali. É possível que se tenha que desviar de alguns deles, mas a verdade é que sempre tem lugar para quem quer simplesmente sentar nas escadas ou nas rampas e fazer um lanche.

O museu tem três andares com galerias espaçosas e uma curadoria com boa seleção. Já pude ver muitas exposições de tirar o fôlego, instalações de Hélio Oiticica, e foi ali que conheci a artista Eulàlia Grau, amor imediato.

Instalação de Hélio Oiticica
Instalação de Hélio Oiticica
Atomic Kiss, de Joan Rabascall
Atomic Kiss, de Joan Rabascall

No MACBA fiz algumas amizades inesperadas, reencontrei amigos, e foi ali que a decisão de me mudar tomou forma. E talvez por isso seja uma espécie de porto seguro (ainda que alguns falem o contrário das redondezas).

Volta e meio passo pelo museu, até sem necessidade, porque a possibilidade de ver algo interessante é bem alta. Arte, às vezes, é um espelho, uma representação, um código, mas para mim, e cada vez mais, acredito que seja sempre um mapa, mostrando onde está o que realmente vale a pena.

Instalação 'Rinzen' de Antoni Tàpies, 1992-1993
Instalação 'Rinzen' de Antoni Tàpies, 1992-1993

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MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE BARCELONA
Endereço: Plaça dels Àngels, 1, 08001 Barcelona, Espanha.
Horário: segundas e quartas a domingos, 11:00 – 19:30. Fica fechado nas terças e nos dias 1 de janeiro e 25 de dezembro.
Telefone: +34 934 12 08 10

http://www.macba.cat/en/


- quepasabarcelona1 uai 258x150 - Thaíza Dias instiga a conhecer Barcelona, capital catalã

Thaíza Dias instiga a conhecer Barcelona, capital catalã

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Escrever sobre uma grande mudança ou simplesmente descrevê-la é uma tarefa bem ingrata quando você é o protagonista (e ama a procrastinação).

Há alguns meses passei a chamar Barcelona de casa, e a olhar as fotos de Brasília e dos queridos que deixei com um misto de nostalgia e – vamos lá – orgulho. O mundo é vasto, o mundo é grande, mergulhar em outra cultura é a experiência mais rica da vida, mas não vamos apenas romantizar.

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Mudar de país também é difícil horrores, e o que tira o peso é se perder entre as ruelas, passar horas nos museus, nas pequenas galerias que se encontra sem querer, conhecer cada canto do lugar novo, cruzar com outras pessoas que estão no “mesmo caminho” – tudo isso regado com café. São artistas e mais artistas, é a moda, é a gastronomia, é essa vida comum de cada dia que te convida a querer a rotina daqui. Acredite, a Catalunha tem muito a oferecer.

Así que… vamos a trabajar!

 

POSTCARDS FROM BARCELONA 

Thaíza-Dias-instiga-a-conhecer-Barcelona---BLOGAZINE---

Antes de vir, como todo bom viajante em processo de mudança, passei a colecionar artigos, referências de escritores, ilustradores, fotógrafos e blogueiros de Barcelona, uma forma de me sentir mais familiarizada com um mundo que eu gostava de buscar em Brasília.

Um dos primeiros nomes que me surgiram foi o da fotógrafa e filmmaker Camila Falquez, em um vídeo intitulado ‘Postcards from Barcelona’. O bonito do vídeo é a estorinha por trás dele.

Camila teria escrito ao fotógrafo Scott Schuman (The Sartorialist) que Barcelona era a melhor cidade para se viver. Então, ele pediu: “Me convença”. A resposta da artista veio em forma de filme, mostrando pessoas com quem ela convive e lugares que provam sua certeza.

Assista e me conte, é ou não é o melhor lugar para se viver? Difícil não se derreter.

Postcards from Barcelona from camila falquez on Vimeo.

E a trilha sonora também merece espaço, a música se chama La ley del Retiro, de Giulia y Los Tellarini.

Disfrutálo!


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COLAGEM CATALÃ

Eulàlia Grau - 03
"Rich and famous", Eulalia Grau (1972)

A vida às vezes imita a arte, e a arte às vezes imita a vida, mas o melhor dos dois mundos acontece quando uma consegue dar mais significado a outra. Quando, por exemplo, a arte faz seus expectadores enxergarem mais claramente sua(s) realidade(s).

Experimentou essa sensação quem passou por uma das várias salas de exposição do MACBA – Museu de Arte Contemporânea de Barcelona – no primeiro semestre deste ano, e teve a feliz surpresa de se deparar com o trabalho de Eulàlia Grau. A artista catalã nascida em 1946 – viva até hoje e em plena produção – conseguiu impressionar mais do que os jovens fotógrafos, artistas plásticos e performers cujos trabalhos figuravam nos espaços vizinhos.

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Os recortes que tiveram como material bruto cenas reais, tiradas de noticiários, e algumas fictícias, de publicidades e fotografias manipuladas, fizeram parte da coleção da artista. Foi na colagem que Eulàlia encontrou os meios para expor suas críticas sociais e seu feminismo.

NUNCA HE PINTADO ÁNGELES DORADOS

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A mostra Nunca Pintei Anjos Dourados foi um apanhado de obras de Eulália sem ordem cronológica, seguindo apenas uma lógica de assuntos que a interessavam, tais como mecanismos de controle social, política e, com destaque, as questões de gênero.

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Eulàlia Grau, "Nixon" (Etnografia), 1973

Usando o bom humor, Eulália expõe o papel – tantas vezes ridículo – em que mulheres eram (e ainda são) retratadas nas mídias, entre elas televisão e publicações impressas como jornais, revistas e folhetos. Mulheres inclinadas (literalmente, em alguns casos) à submissão social.

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Eulàlia Grau, Núvia i rentaplats (Etnografia), 1973

Em “The Bride and the Dishwasher”/“A noiva e o lava-louças” (1973), uma das colagens mais emblemáticas da exposição, a figura de uma noiva cuja cabeça não aparece, vestida como se caminhasse até o altar, com buquê de flores nas mãos, se justapõe à imagem de uma pia, cheia louças para secar. Expectativa e realidade; o luxo e a cozinha; o azul bebê e o preto&branco. Em outra montagem, a imagem de três misses, perfeitamente posicionadas e vestidas se encontra com a foto de três homens procurados pela polícia.

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"Misses y gángsters", 1973

O tom irônico marca a maior parte dos trabalhos de Eulália que fizeram parte da mostra, datados da década de 1970 e início dos anos 80. E todos eles poderiam facilmente ser usados em campanhas publicitárias de hoje e – por que não – em ações que têm como alvo uma imprensa cheia de parcialidades e interesses nada nobres.

SAFÁRI FOTOGRÁFICO

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Artista Eulàlia Grau na MACBA, 2013

O fato é que Eulàlia não poupou nada e nem ninguém. Dos espartilhos à Nixon (presidente), ela usou. “Brincou” com essas figuras e buscou ângulos que pudessem ao mesmo tempo unir e distanciar os elementos usados nas obras que ela chamava de pinturas. Houve também quem chamasse o trabalho da artista de “safári fotográfico”, como definiu a também artista Maria Aurèlia Capmany.

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Eulàlia Grau, Caps, calces i mitjons (Etnografia), 1973. Foto: Tony Coll

Da Catalunha já saíram grandes nomes das artes plásticas, entre eles Salvador Dalí, Joan Miró e Antoni Gaudí, artistas responsáveis por obras que ainda são símbolos em toda a região, especialmente em Barcelona. Eulàlia continua a produzir, e, entre os contemporâneos, nada mais justo que seu nome seja lembrado.

DE VOLTA À ESCOLA

- Não há criança que não tenha chegado em casa com a tarefa de fazer uma colagem. Ou quem, na escola, já não teve que fazer um “trabalhinho” com revistas, jornais, tesoura, cola e outros materiais. Colagem é definida como uma técnica que usa materiais diversos – ou imagens de origens diferentes – para produzir uma obra. Texturas, cores, fotos sobrepostas, encaixadas ou colocadas ao lado de outras vão formando a composição. O cubismo, século XX, é considerado o primeiro movimento a utilizar, oficialmente, essa técnica. Artistas como Picasso utilizaram, unindo outras formas de arte às pinturas.

- A moda também não está isenta desse formato. A artista plástica canadense Quentin Jones é um exemplo recente e de sucesso. Marcas como Chanel e Harvey Nichols já usaram os dotes da moça para catálogos, editorias e campanhas. Todos eles com colagens que, mais uma vez, beiram o humor, característica que já virou um plus desse recurso.

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Imagens assinadas por Quentin Jones


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ART DECÓ

O Grande Gatsby -  01

Roteiro, fotografia, personagens, diálogos. São muitos os elementos que compõem um filme, e é em detalhes que se revela a riqueza de muitas tramas do cinema. Silencioso, o cenário transporta o público para onde a visão do diretor pretende chegar. Algumas vezes, a ambientação funciona como um protagonista. "O Grande Gatsby", baseado no livro de F. Scott Fitzgerald (romance obrigatório para os apreciadores de uma boa leitura), estreou recentemente e os cenários inspirados pela estética art déco dos anos de 1920 saltam aos olhos.

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Ação no metrô de Londres para O Grande Gatsby

Uma das ações mais comentadas para a divulgação de "Gatsby" aconteceu em Londres. Dessa vez, a arquitetura e a decoração dos salões onde o notável milionário promovia suas festas foram o foco. A estação de metrô Oxford Circus – conhecida pelo volume grande de pessoas que passam por ali – teve seu principal corredor inteiramente coberto por artes gráficas que faziam os passantes se sentirem em um salão luxuoso. Impossível ser indiferente à art déco em seu estado mais exuberante.

O Grande Gatsby -  04 O Grande Gatsby -  05 THE GREAT GATSBY

Cenários concebidos por Catherine Martin para 'O Grande Gatsby', do diretor Baz Lurmann

O movimento que nasceu na Europa e na, década de 1930 já tinha ganhado os EUA, teve o nome retirado da Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas (em francês: Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes) que aconteceu em 1925, em Paris.

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Ali, além da abreviação do nome, o estilo ganhou forma. A primeira palavra que deve vir à mente quando se pensa nessa estética é ‘geometria’. Os padrões geométricos se misturam aos grafismos étnicos e de civilizações antigas, entre elas a asteca e a egípcia -- o que justifica a escolha do fundo no próprio cartaz do filme: padronagem geométrica, mas não rígida, que remete à conhecida Era do Jazz.

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Pôster de 'O Grande Gatsby'

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Detalhes do Edifício Chrysler, arranha-céu edificado em Nova York. Considerado o sétimo edifício mais alto dos EUA

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Lobby do Chicago Board of Trade, Chicago

 

SALTO DAS TELAS

Das telas para a passarela, da literatura para as casas, da arte para a vida (ou seria o contrário?). O estilo retratado em Gatsby tem sido novamente exaltado há alguns anos. A estética contemporânea abraça o retrô e brinca com a inspiração, que acerta quando não há exageros caricatos.

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Capas do romance escrito pelo autor americano F. Scott Fitzgerald. O Grande Gatsby foi publicado pela primeira vez em 10 de abril de 1925

Por conta do burburinho da produção cinematográfica, um dos quartos do hotel The Plaza (NY), por exemplo, ganhou decoração especial para marcar a nova versão de “Gatsby”. Projetada pela designer Catharine Martin – que tem um Oscar no currículo – a suíte é um exemplo de décor que, mesmo com inspiração direta, conseguiu manter certa sobriedade. O quarto ganhou decoração com papel de parede de grafismos, artigos vintage (vitrola e troféus esportivos para lembrar o personagem Tom Buchanan), fotos e livros do autor Fitzgerald.

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Suíte Great Gatsby no The New York Plaza hotel

Não é possível voltar para a década de 20, mas harmonizar em uma sala da casa elementos como cadeiras de traços finos e linhas verticais, e estampas geométricas, já é um passo para conseguir a estética art déco desejada. Alguns lofts em metrópoles como a própria Nova York são bons exemplos dessa harmonia.

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Como a moda, a decoração é cíclica: grandes vitrais clássicos, metais aparentes – materiais bastante usados quando o movimento de design se firmou –, e estamparia étnica permanecem atuais.

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CURIOSIDADES

Em São Paulo, a Rua Oscar Freire, nos Jardins, também ganhou uma decoração com elementos clássicos 1920, incluindo carros antigos estacionados nas ruas, luminárias, bancos, relógios e floreiras.

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Ação 'O Grande Gatsby' na Oscar Freire, em São Paulo, no dia 1 de junho

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Old Westbury Gardens

Outro destaque do filme são os jardins da propriedade do personagem Tom Buchanan (interpretado por Joel Edgerton). O cenário verde – e simétrico – foi inspirado em uma antiga propriedade americana conhecida como “Old Westbury Gardens”, ocupada pelo empresário e herdeiro John Shaffer Phipps e sua família. A área verde possui diversas espécies de plantas, desde rosas até pinheiros, além de antiguidades do século XVIII. Desde 1959, a casa é aberta para a visitação do público.

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Interior da mansão de Tom Buchanan


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BABY BEEF

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Em processo de finalização, o Baby Beef Rubaiyat de Brasília tem inauguração marcada para o dia 12 de junho, Dia dos Namorados

Conhecida pela alta qualidade e tradição em carnes, o Grupo Rubaiyat (com restaurantes em São Paulo, Buenos Aires e Madri até o momento), dos empresários Belarmino Iglesias, pai e filho, chegará a Brasília com o Baby Beef Rubaiyat no próximo dia 12, Dia dos Namorados, data que marcou a primeira inauguração do grupo. A nova casa brasiliense tem investimento de R$ 8 milhões e capacidade para 300 pessoas. Tudo sob o camando do empresário Guilherme Cunha Costa.

Com o projeto do Rubaiyat, fica impossível não se deparar com uma questão que já foi polêmica: a arquitetura pode (e acredito que deva) se adaptar ao espaço, e não o contrário. Dessa maneira, ela dialoga com as pessoas, e com a cultura local. Se em São Paulo uma figueira centenária, de proporções impactantes, é o astro em torno do qual gravita todo o conceito de um dos principais restaurantes da rede, em Brasília o grande atrativo é a visão privilegiada: uma terraça arborizada com jabuticabeiras e uma vista de 180 graus para o Lago Paranoá.

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Ambiente Figueira Rubaiyat em São Paulo, no Jardim Paulista

“O projeto foi abençoado com uma localização fora do comum”, empolga-se o arquiteto Marcos Perazzo, responsável pelo projeto da casa, junto com o paisagista Fábio Camargo. Perazzo assina trabalhos comerciais há mais de 9 anos e revela nunca ter feito projetos com o porte do Rubaiyat. “Há três anos comecei a trabalhar com a modernização e a reforma das casas em São Paulo, até que surgiu a oportunidade de ser o arquiteto da expansão. Começando com o projeto de Brasília e já em andamento os projetos do México e Chile, todos de minha autoria”, diz.

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Rubaiyat Brasília com visão do cais

Guilherme resume bem a intenção do projeto da rede em Brasília. “Será um mix de todas as casas. O espaço daqui ganhou a proximidade da água do projeto argentino; a terraça do projeto madrilenho; a tradição do nome Rubaiyat – que já soma mais de cinco décadas – e a informalidade do Figueira”, explica o empresário. Por um valor sentimental, foram plantadas duas figueiras no terreno, segundo Perazzo. “Não buscamos nelas a nossa inspiração para o projeto. O ponto de partida e principal foco foi mesmo o lago. Queríamos fazer com que o cliente sentisse o prazer e tranquilidade de comer com aquela vista magnífica”, lembra.

A arquitetura contemporânea de linhas retas e volumes marcantes terá na madeira de demolição, no ferro e no tijolo seus materiais mais evidentes, justamente para lembrar a ideia de fazenda, já que o carro-chefe do cardápio são as carnes. “Para o salão principal, quis quebrar o paralelismo com uma cobertura inclinada que mais parece estar levitando sobre o restaurante, já que todos os fechamentos do salão são de vidro”, explica Marcos.

"Quis impactar a entrada principal do restaurante com seis palmeiras washingtonia adultas e trilhamos um caminho de dormentes de estrada de ferro até o cais, que possibilita chegar de barco", disse Fábio Camargo, que assina projeto e implantação do Baby Beef Rubaiyat em Brasília.

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Palmeiras washingtonia da entrada principal

Se existe algo que se pode chamar de brasiliense, é mesmo a nossa arquitetura. Ou melhor dizendo, o gosto que a cidade adquiriu por ela.

Curiosidades e números do projeto

- 3 grandes reservatórios de 25 mil litros (cada) foram implantados para a reutilização de águas da chuva em limpeza de pisos e irrigação da jardinagem.

- Foi feita uma estação de tratamento de esgoto que irá tratar 100% do esgoto da casa. Diariamente, serão produzidos 20 mil litros de água limpa, que também será reutilizada para irrigação dos quase 4.000 metros quadros de área verde que possui o terreno.

Baby Beef Rubaiyat Brasília

SCES – Setor de Clubes Esportivos Sul, trecho 1, lote 1 A, Asa Sul
De 2ª a Sábado, das 12h às 00:30;
Domingos somente almoço até 18h.
Tel.: 61 3443-5000


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BY THAÍZA DIAS

Chuva, fim de ano, todo o clichê daquela atmosfera melancólica que toma o coraçãozinho. A playlist começa desejando um café sob meia luz. Mas nada que vá te afundar. É aí que, a cada música, uma tarde na riviera francesa se aproxima, e podemos imaginar o mar à frente, solzinho sereno, um drinque na mão, com tecidos esvoaçantes e modelitos curtos. E, claro, o bom e velho rock. Aproveite a bagunça, e bom Martini.

[Thaíza Dias é redatora e colunista de design & decoração do Jornal de Brasília e cultiva, sempre
que possível, sua paixão pela dança. Seu gosto musical muito tem a ver com
sua maneira de vestir: referências retrô cominadas à elementos
contemporâneos. Tire a prova dando play]

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ZEE AVI – Concrete wall
DEERHUNTER – Game of diamonds
FRANÇOISE HARDY -- Le temps de l'amour
LANA DEL REY – Gramma
LITTLE MAJORETTE – Ten
METRONOMY – The look
STEREO TOTAL – In/Out
COEUR DE PIRATE & JULIEN DORÉ – Pour un infidele
MAREVA GALANTER – Pourquoi pas moi