Emar Batalha - Brasília - Maria Thereza Laudares - 02  - Emar Batalha Bras  lia Maria Thereza Laudares 02 - Joyce Pascowitch

A jornalista Joyce Pascowitch esteve em Brasília para compartilhar seu conhecimento com clientes da joalheria Emar Batalha da capital federal, a convite da empresária Karinne Pantazis e da designer Emar Batalha.

Ela foi colunista social do jornal Folha de S.Paulo por 14 anos, colunista da revista Época entre 2001 e 2005 e diretora de redação da revista Quem entre 2005 e 2008. Em 2000, decidiu trilhar seu próprio caminho com o site Glamurama e as revistas Joyce Pascowitch, Poder, Moda e Modo de Vida. Pascowitch também é autora de três livros. São eles: De alma leve – sutilezas do cotidiano; Avental – prazeres frugais; e Fotossíntese: 13 anos de coluna.

A BLOGAZINE conversou com Joyce sobre a importância da joia para a identidade feminina e o posicionamento da brasileira frente às marcas internacionais que aportaram em nosso país.

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Joias e sapatos são vícios de moda?
Joias e sapatos não são vícios, não. Acho que são prazeres saudáveis. Vício geralmente é ligado à coisa ruim.

Uma joia faz a mulher ou a mulher faz a joia?
Acho que uma joia pode ajudar uma mulher e uma mulher pode fazer uma joia, elas andam juntas. Ninguém vai ficar uma mulher melhor por causa de uma joia. Mas a joia consegue ajudar uma mulher a se mostrar da maneira que ela gosta.

Na sua percepção, existe joia atemporal ou joia acompanha moda?
Existem os dois. Existe joia que pode acompanhar a moda, que são aquelas com poucas pedras, para que você possa trocar de acordo com o seu “mood” do dia; e existem aquelas joias que a gente, como desculpa na hora de comprar, diz que é investimento. O que a gente gosta mesmo é de usar.

Existem dois tipos de joia: aquelas que são investimento e que custam mais caro, e aquelas que acompanham a moda.

Qual é a joia “must have” deste verão?
Uma peça com cores e pedras.

Como você vê o estilo da mulher brasileira contemporânea depois da entrada de tantas marcas internacionais em nosso mercado?
As brasileiras se enamoraram das marcas, as marcas se enamoraram das brasileiras e desse namoro está saindo uns filhotes bem legais. Eu acho que assim como o mundo, o Brasil está globalizado, então elas usam a moda estrangeira de uma maneira mais brasileira. Eu acho isso bacana!

Me explica essa maneira brasileira.
A brasileira tem muita personalidade. Ela tem um cabelo comprido que não é igual ao da italiana, ela usa roupa mais justa do que as francesas. Ela tem um jeito mais sexy que tem a ver com nosso clima também, a gente é um país tropical.

Então quando elas consomem essa moda globalizada de bolsas de grife e dos sapatos e dos vestidos, elas dão um toque local. Acho essa miscigenação muito interessante.

Qual a leitura que você faz da brasiliense?
Primeiro, acho a brasiliense muito bonita. Bonita, vaidosa, gosta de se vestir bem, o que acho uma qualidade — está cheio de mulher bonita e bem vestida em cada mesa aqui. São super charmosas e diferentes. Brasília tem morenas lindas!

Um conselho para quem quer começar a colecionar joia.
Comece por alguma coisa que tenha a sua cara e não algo que você viu em alguém e gostaria de ter. A primeira joia tem que vestir a gente muito bem e a gente tem que vestir essa joia muito bem. Não tem que ser um brilhante, ouro amarelo, ouro rosa, ouro branco: ela tem que combinar com a pessoa.

Qual a sua joia de personalidade, seu “statement piece”?
Umas pulseirinhas que não tiro nunca, uma de safira e uma de brilhantinho. Tenho uma esmeralda que não tiro nunca. Acho que toda mulher deve ter uma peça “statement” para si mesma. Não vejo essas peças como algo para marcar para os outros, mas como algo que tem a ver comigo.

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