Gravidez em tempos de Zika Vírus

Todos contra o Zika Vírus

O aumento repentino no número de casos de microcefalia, uma condição neurológica rara identificada, em geral, durante a gestação, vem alertando as autoridades médicas brasileiras. Segundo boletim epidemiológico divulgado no dia 15 de dezembro pelo Ministério da Saúde, enquanto em 2010 e 2014 foram registrados um total de 781 casos em todo país, durante o ano de 2015 já foram registrados 2.401 casos da doença e 29 óbitos em 549 municípios do Brasil. A suspeita é que o número crescente de casos de microcefalia esteja relacionado à infecção de mulheres pelo Zika vírus, pertencente a mesma família do vírus da dengue e que também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

A microcefalia é a má formação do cérebro que ocorre durante a gestação do bebê no útero, ou seja, ele não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, a criança nasce com a circunferência do crânio menor do que a esperada para sua idade, que é em média de 32 cm. Esse problema congênito pode ser causado por vários fatores, como infecções que atinjam o bebê durante a gestação. O que parece ser o caso do Zika Vírus. A microcefalia compromete o desenvolvimento físico e intelectual da criança.

A melhor forma de prevenir os casos de microcefalia associados ao Zika é evitar que as mulheres engravidem nesse momento. Embora considerada uma medida radical, para os médicos, essa conduta pode evitar um desastre maior. “Não é o momento para engravidar, independente do lugar onde mora no Brasil. Há risco em potencial em toda gravidez”, disse o Dr. Thomaz Gallop, Ginecologista e Obstetra em entrevista ao Jornal Folha de S.Paulo.

Segundo o especialista em medicina fetal, a infecção por Zika pode afetar o feto em qualquer período da gravidez, embora, teoricamente, os 3 primeiros meses sejam de maior vulnerabilidade.

Estamos num momento onde ainda não há um controle adequado do mosquito Aedes aegypti, portanto, a prevenção da gravidez, principalmente, na adolescência, deve ser considerada pelos casais. Ainda não temos vacina para prevenir e não existe tratamento para crianças com microcefalia, só terapia de suporte. Consequentemente, as sequelas nas crianças são para a vida toda!

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