Estilista Vitorino Campos falou com a BLOGAZINE sobre a sua abordagem em criação de moda e sua relação com a parte comercial do business

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À luz do Grupo Animale [A.Brand, Animale, Auslander, Priscilla Darolt, Farm e Fábula] ter nomeado Vitorino Campos como novo diretor criativo da Animale, o designer falou com a BLOGAZINE no backstage de seu desfile de inverno pelo Dragão Fashion Brasil 2015 sobre a sua abordagem em criação de moda e sua relação com a parte comercial do business.

Qual sua inspiração para coleção de verão 2016?
A coleção fala sobre o filme “A Liberdade é Azul” [/ “Trois couleurs: Bleu]” , do cineasta polonês Krzysztof Kieslowski], que é sobre mulheres que mergulham à noite. É muito mais sobre um pensamento do que sobre um tema engessado, então as roupas vem em forma de roupão, os tecidos trazem essa sensação aquática. Fotografamos uma piscina para formar uma estampa. As peles trazem sensação de toalhas, os maiôs telados são referência aos protetores de piscina.  Então, tudo é em torno desse universo.

Você tem uma ligação emocional com suas coleções apesar da pressão (velocidade) do mercado?
100%, claro. Acho que isso é a grande base do trabalho. Não por conta do volume de trabalho, mas quando você se dispõe a desenvolver uma coleção — fazer um trabalho –, isso leva essa coleção por seis meses. E isso cria uma relação, sim.

Quando você cria, o que espera como resultado do que vai para a passarela?
Não espero reações, na verdade. Espero que cada um simplesmente interprete de sua forma, com total liberdade, e de acordo com suas experiências de vida. Cada um vai enxergar de uma forma e eu gosto de múltiplas interpretações.

Você sente que deve ir em uma direção mais comercial tendo que respeitar um grupo tão grande como a Animale?
Eles me dão total liberdade, não tem nenhum tipo de “faça isso, faça aquilo”. E agora toda coleção da Animale chega às lojas, então tudo que fazemos na passarela chaga aos consumidores.

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