Todos parecem concordar que Glen Powell é a bola da vez. Aquele ator que começou sua trajetória nas telas conhecido apenas como “o garoto de dedos longos” percorreu um caminho sinuoso até o topo do estrelato hollywoodiano, culminando agora com o lançamento de Twisters. Relembrando o passado numa tarde recente, chega a parecer ridículo que ele tenha se preocupado tanto com a possibilidade de um acidente na infância atrapalhar sua carreira. No entanto, Powell sempre foi alguém que olha para o futuro, ciente de que as ações do presente moldam o destino. O que na infância se manifestava como ansiedade, na vida adulta transformou-se em uma afiada perspicácia para os negócios.
Essa visão estratégica ajuda a explicar a onipresença de Powell, hoje com 35 anos. Ele estampa capas de revistas, invade os feeds das redes sociais e domina os programas de entrevistas, onde, com seu charme característico, afirma a apresentadores que não está ativamente procurando um amor, mas que deixaria a porta aberta caso ele aparecesse. Powell não apenas conquistou a crítica ao se tornar um colaborador frequente de Richard Linklater — brilhando recentemente na comédia de ação Assassino por Acaso, que ele também roteirizou —, como está à beira de se consolidar como um astro de blockbusters. Após roubar a cena como coadjuvante no sucesso Top Gun: Maverick, ele agora assume o protagonismo na sequência dirigida por Lee Isaac Chung para o clássico de 1996.
A Busca Pelo Status de Ícone
Substituir o legado de Bill Paxton, admirado por conferir humanidade a grandes produções, não é tarefa simples. Os céticos ainda questionam se Powell, frequentemente comparado a um jovem Matthew McConaughey devido ao sorriso largo e ao inegável carisma texano, tem estofo para durar. Ele se preparou para isso, montando um currículo diversificado e mantendo um caderno repleto de conselhos de mentores como Tom Cruise. A grande dúvida que paira sobre a indústria é se isso se traduzirá em uma trajetória longeva. Poderia ele ser o próximo Paul Newman ou Robert Redford, equilibrando o respeito artístico com a potência de sua imagem pública?
Quem trabalhou com ele ao longo de seus 22 anos de carreira garante que o sucesso não é fogo de palha. Powell é descrito como um dos profissionais mais dedicados do meio, alguém que faz questão de conhecer cada membro da equipe no set. Porém, como o próprio ator sabe, em Hollywood nada é garantido. Richard Linklater é categórico ao afirmar que Powell já é um astro de cinema, mas levanta uma questão pertinente: ainda existe espaço na cultura atual para esse tipo de figura?
O The Hollywood Reporter recentemente o incluiu na nova “lista A”, impulsionado pelo sucesso comercial da comédia romântica Todos Menos Você, que arrecadou expressivos US$ 220 milhões globalmente. O êxito do filme não foi acidental; Powell e sua co-protagonista, Sydney Sweeney, orquestraram rumores de um romance para manterem seus nomes nas manchetes, uma jogada de marketing que, apesar de um início lento nas bilheterias, provou-se vitoriosa. Contudo, em uma era dominada por algoritmos de streaming e super-heróis, a definição tradicional de astro — alguém capaz de garantir a bilheteria de estreia sozinho — parece quase extinta. O desempenho de Twisters será, portanto, decisivo para definir o patamar de Powell na indústria.
A Mulher de 15 Bilhões de Dólares
Enquanto Powell trabalha para solidificar seu nome como um protagonista confiável, outra figura de Hollywood acaba de reescrever completamente os livros de história. Em um universo onde existem estrelas e superestrelas, Zoe Saldaña atingiu um patamar inalcançável para qualquer outro colega de profissão. Relatórios da Variety confirmam que, em janeiro de 2026, Saldaña tornou-se oficialmente a atriz com a maior arrecadação de bilheteria de todos os tempos, ultrapassando gigantes como Scarlett Johansson e Samuel L. Jackson.
O marco impressionante foi impulsionado pelo lançamento de Avatar: Fire and Ash em dezembro de 2025. O terceiro capítulo da saga épica de James Cameron cruzou a barreira do bilhão logo no início de janeiro e continua somando cifras astronômicas ao total da carreira da atriz, que agora gira em torno de US$ 15,47 bilhões. É um número tão absurdo que gera a sensação de que talvez jamais seja superado. Saldaña tem sido uma potência consistente por duas décadas, desde que chamou a atenção do público em Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra. Desde então, parece que ela emenda um sucesso massivo atrás do outro.
O Toque de Midas nas Franquias
O currículo de Saldaña lê-se como uma lista dos maiores eventos culturais do século XXI. Ela detém um recorde único: é a única atriz a estrelar os três filmes de maior bilheteria da história — o Avatar original, Vingadores: Ultimato e Avatar: O Caminho da Água. Além de estar presente no Universo Cinematográfico Marvel como Gamora, que teve papel crucial na trilogia Guardiões da Galáxia e nos capítulos finais dos Vingadores, ela também ajudou a revitalizar Star Trek com sua interpretação de Uhura.
Sua ascensão ao topo não é apenas sorte, mas uma aula magistral de seleção de projetos. De Pandora ao espaço sideral da Marvel, Saldaña soube escolher apenas vencedores. Enquanto novos astros como Glen Powell lutam para provar que ainda há espaço para o carisma individual carregar um filme, Zoe Saldaña prova que se posicionar no coração das franquias certas é o caminho mais seguro para a imortalidade nas bilheterias. Com Avatar 3 ainda em cartaz e dominando os cinemas, seu reinado como a maior arrecadadora da história está apenas começando a se consolidar, deixando o restante de Hollywood a uma distância considerável.